Bélgica (Bruxelas e Bruges): da capital da União Europeia ao charme medieval

Eu sempre começo meus posts contando o porquê da viagem, porque escolhi estar naquele lugar e aí quando é um destino que não planejei estar, também assumo rs. Foi assim com Belém do Pará, foi com Portugal (que ainda nem relatei aqui, mas já estive lá duas vezes, de tanto que gostei) e repetiu com a Bélgica. Por incrível que pareça, essas são sempre as melhores viagens.

O destino era Düsseldorf, na Alemanha, para uma semana de trabalho. Como o evento que participamos terminava bem no meio de um mega feriadão no Brasil, resolvemos, Larissa e eu, emendar o feriado pela Zoropa – acho que nunca falei dela aqui, mas Larissa têm sido uma das minhas duplas de trabalho, de perrengues, de voos, de brindes, de desafios, de “vamos lá que vai dar certo!” – e tem dado, ainda bem! 🙂

Mas voltando à Bélgica!

Como Düsseldorf fica entre Frankfurt e Amsterdã, decidimos pegar o nosso voo de volta pela capital holandesa, que sempre foi o meu sonho europeu. Daí que fazendo o roteiro, vimos que dava pra fazer algumas paradas até chegar lá. Pegamos então três noites na Bélgica e três na Holanda, combinando trens e ônibus para os deslocamentos.

Na Bélgica, escolhemos Bruxelas como a nossa base, mas fomos também para Bruges. Quer saber como foi? É só continuar comigo 🙂

1° dia – reconhecimento de área

Saímos de Düsseldorf bem cedo num trem da Thalys que ia pra Paris. Compramos as passagens direto no site da companhia e conseguimos um preço ótimo na 1a. classe (35 euros). Na Europa, o quanto antes você comprar os bilhetes dos trens de longa distância, de um país pro outro, melhor. Nós compramos quase um mês antes e conseguimos esse precinho mara. Outros colegas que estavam com a gente na Alemanha pegaram o mesmo trem indo pra Paris, mas compraram na semana de embarcar, e daí saiu por 120 euros na segunda classe (ok que foi pra um destino mais longe, mas mesmo assim, é uma baita diferença).

A viagem foi ótima, trem super confortável e chegamos no horário em Bruxelas. Cada vez amo mais viajar pelas ferrovias europeias <3.

Chegando na cidade fomos direto para o hotel (EasyHotel – uma ótima opção, super bem localizado e muito econômico), deixamos as malas no storage e fomos dar uma voltinha pra conhecer a região.

Eu preciso dizer que, embora deliciosa e segura, o clima na cidade ainda é de atentado. Eu senti uma vibe pesada e só lembrava da tragédia que aconteceu por lá em 2016. Ainda é comum ver policiais fortemente armados pelas ruas do centro e isso dá um certo medinho no começo, mas depois a gente acostuma. Guardadas as devidas proporções, é como Nova Iorque com o 11 de setembro. A vida segue, mas o povo continua machucado.

Bem, mas a capital da União Europeia também cheira bem (e to falando de cheiro mesmo). Foi lá que nasceu a batata frita e é onde se faz um waffle delicioso, leve e crocante, diferente daquele que estamos acostumados na America (aliás, a origem do waffle também é belga!). Andar pelas ruas da cidade é uma mistura de cheirinho de waffle, fritas e chocolate. Dá vontade de comer o tempo inteiro! E nós quase comemos o tempo inteiro hahaha.

Você sai de uma loja de chocolates e cai na outra

Começamos o nosso tour passando pela principal igreja de Bruxelas, a catedral de São Miguel e Gúdula (Cathédrale des Saints Michel et Gudule), uma bonita construção de estilo gótico, que fica entre o Parque de Bruxelas e a Estação Central, e de lá seguimos para a Grand Place (também chamada de Grote Markt, em holandês), que é a principal praça da cidade, onde ficam a Câmara Municipal (Town Hall) e a casa do Rei. Uma curiosidade: a cada dois anos, em agosto – sempre em anos pares, é montado um lindo tapete de flores na Grand Place, que fica exposto durante 4 dias e tem visitação gratuita. Vi fotos no Trupe da Trip – post aqui e é a coisa mais linda!

Depois voltamos para o check-in no hotel e desmaiamos, porque estávamos só o bagaço depois da semana intensa de trabalho, e saímos só à noite para o jantar. Escolhemos o Aux Armes de Bruxelles para um jantar tradicionalmente belga: carbonnade a la flamande, que é um ensopado flamengo, muito parecido com o boeuf bourguignon francês, só que com molho à base de cerveja, acompanhado de fritas. Uma coisa engraçada desse jantar: de entrada, pedimos um “cheese fondue”, imaginando que viria o tradicional fondue que estamos acostumados aqui no Brasil (e acho que no mundo inteiro), mas o que recebemos foi um queijo meio mole e quente empanado, que até agora não entendi (e a fome era tanta que nem tiramos foto).

Saindo do restaurante demos uma volta pela Grand Place, passamos em alguma das tantas lojas de chocolate (acho que foi a Godiva) para adoçar a noite e voltamos para o hotel.

2° dia – principais pontos turísticos da cidade

O nosso segundo dia não poderia ter começado melhor! Como no EasyHotel não tem café da manhã, antes de iniciarmos as nossas andanças, fomos ao Aux Gaufre de Bruxelles (em português, Waffles de Bruxelas) para a nossa primeira refeição do dia: adivinhem o que? Waffle, claro! <3. O endereço é bem tradicional e parada obrigatória para quem está pela cidade. Pelo caminho, passamos por dentro da Galeries Royales Saint-Hubert, que foi a primeira galeria comercial da Europa e ainda é tida como um dos shoppings mais elegantes e luxuosos do velho continente.

De lá seguimos caminhando para a Grand Place, a grande “praça” central, onde está localizado o Town Hall (que já falei mais acima), uma linda construção gótica da Idade Média.

Aproveitando a disposição pra encarar o frio, fomos andando também ao “triângulo” que abriga o Palácio Real, o prédio do Parlamento e, do outro lado, o Parque de Bruxelas.

Para a programação de fim de tarde, saímos do centro da cidade de metrô para conhecer o Atomium, a “torre Eiffel belga”, e a Mini-Europe, que é um parque (encantador) em miniatura com os principais pontos turísticos da Europa. A estação que chega ao átomo é a Heizel e é possível sair em um único metrô a partir da estação central (a viagem dura cerca de 20 minutos).

Nós compramos os ingressos direto na bilheteria do Atomium e optamos pelo combo (Atomium + Mini Europe) por um total de 27,5 euros. É possível comprar separado e antecipadamente (cada um custa em torno de 15 euros) para evitar filas (há bastante, tanto na bilheteria quanto na entrada). O Ideias na Mala tem um post bem completo sobre o átomo e o Tudo sobre Bruxelas conta em detalhes sobre a Mini Europe.

Terminamos o dia (exaustas) com hambúrguer e cerveja (dupla que é sempre bem-vinda em qualquer lugar do mundo) no Manhattn’s Burgers, uma hamburgueria que não fica devendo nadinha pro famoso Shake Shack.

Manhattn’s Burgers

3° dia – Bruges

Diferente do dia anterior, que começou calmo e doce, nosso terceiro dia na Bélgica chegou chegando.

Acordamos cedo e fomos direto (correndo) para a estação central, porque o nosso trem sairia às 9h para Bruges. Chegando no guichê, o senhor que vendia os bilhetes perguntou a nossa idade e disse que havia um ticket mais barato para “jovens” com até 26 anos (ele só não disse que não valia para quem já tinha 26 completos). Compramos o meu ida e volta por 15,80 euros e o da Larissa, com 26 anos, por 12,80 também com o retorno.

Pois bem! Entramos no trem e pouco depois passou um fiscal para conferir os bilhetes. E adivinhem? Ele invalidou o ticket dela porque, segundo ele, o benefício é para pessoas com até 25 anos e 364 dias. Daí que tivemos que comprar uma nova ida e uma nova volta, então o barato saiu caro. Aí já dá aquele mini nervoso, né? Mas vida que segue (e dica que fica: só aceite o desconto se você for menor de 26, tá? Ou então você pagará três vezes mais que o valor normal).

A viagem é bem rápida, confortável e é preciso ficar atento, porque o destino final do trem é Knokke e não Bruges (acho que Bruges é a penúltima estação, não me lembro bem).

Chegando lá, pegamos o Maps e começamos a nossa caminhada (e depois já desprezamos o GPS, porque é tudo bem intuitivo – meio que só seguir o fluxo e andar por todas aquelas ruas charmosas, cheias de canais, de flores e de lindezas). O Viajonários tem um roteiro de um dia na cidade, que pode ser bem útil para quem faz um bate e volta como nós fizemos.

Depois de um dia cheio, voltamos exaustas para Bruxelas, mas como era a nossa última noite na cidade, eu, como uma beer lover que sou, não poderia sair de lá sem visitar o Delirium Cafe, né? Que é realmente imperdível para quem gosta de cerveja. Neste post do Mais um Gole dá pra entender direitinho a dimensão e esquema do pub.

E foi assim que, morrendo de cansaço, de frio, de preguiça, de tudo, fomos nós brindar a nossa surpreendente passagem pela Bélgica, um país pequenino, mas cheio de charme e de história pra contar.

Curiosidades sobre a Bélgica

  • O país é um império (o nome oficial é Reino da Bélgica), tem palácio real e tem rei (no caso, o rei Philippe).
  • Foi lá que nasceu a franquia dos Smurfs (Les Schtroumpfs, em francês), criada pelo belga Pierre Culliford, e também o personagem Tintim, de ‘As Aventuras de Tintim’. Aliás, Bruxelas é a capital das histórias em quadrinhos.
  • Eles têm três idiomas oficiais (e é uma confusão pra gente): falam francês, holandês e alemão.
  • Os chocolates e cervejas do país encabeçam as listas de 10 melhores do mundo (e com boa participação).
  • A galeria Saint-Hubert (um centro de compras) é considerada o primeiro shopping da Europa.
  • Embora haja discussão, foi na Bélgica que nasceu a batata frita (e foi lá que comi as melhores da vida).

Bruxelas e Bruges em dicas curtas

  • Transporte: em Bruxelas, o tram (bonde), trem e metrô são as melhores opções, além dos ônibus. Há, claro, taxis e Ubers, mas são bem caros e ainda há gorjeta a ser incluída no final. Nós simulamos alguns trechos dentro da cidade e chegou a aparecer 25 euros (que, convertendo, dá mais de R$ 100 para um trecho que pode ser perfeitamente feito de metrô – ref. nov/2018). No post do Quero Viajar Mais tem tudo bem explicadinho. Em Bruges, o melhor transporte é um tênis confortável para fazer tudo caminhando. Para chegar até lá, via Bruxelas, a melhor pedida é o trem.
  • Alimentação: de mexilhões e frutos do mar à batata frita (aliás, de mexilhões COM batata frita), a Bélgica é, definitivamente um lugar para comer e beber muito bem. Como falei no começo do post, a gente caminha pela cidade com cheirinho bom, seja chocolate, waffle, fritas. É uma delícia. No post do Carpe Mundi tem algumas boas dicas sobre onde comer as especialidades da cidade.
  • Hospedagem: nós ficamos no EasyHotel, uma opção bem barata e com ótima localização. Aliás, ficamos nesse mesmo hotel em Roterdã. Ele é um intermediário entre um hostel e um hotel e é bem honesto!
  • Quando ir: como em toda a Europa, o mais confortável é viajar nos meses de temperaturas mais amenas, ou seja, no final da primavera ou início do outono (maio e setembro – evite o verão, que é de derreter!). Nós fomos no fim de novembro e estava bem frio, dias mais curtos, mas mesmo assim foi uma delícia! E o outuno-inverno tem lá o seu charme, né?
  • O que não pode faltar: como em todas as nossas viagens pelo mundo, nessa Eurotrip também usamos o chip da Easysim4u, com 4G ilimitado e sinal muito bom por todas as cidades que passamos. Eles têm planos para mais de 210 países e funciona muito bem. Você compra pelo site e recebe no Brasil, o que facilita bastante pra já chegar conectado no seu destino. Ah! E o suporte é em português! Se você se interessar e usar o cupom de desconto “blogviagi” ainda garante 10% de desconto na compra do chip.

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