Paris: um fim de semana na cidade luz

Assim como no ano passado, que emendamos uma viagem de trabalho à Alemanha com o feriado de 15 a 20 de novembro (leia aqui), dessa vez não foi diferente. A estrela de 2019 – e bote “brilhar” nisso, foi nada mais nada menos que La Ville-Lumière Paris (a cidade luz, em português). Eu já havia estado na Europa por meia dúzia de vezes, circulado por um bocado de países do lado ocidental, mas nada de França. Então, como já não era sem tempo, resolvi debutar na capital francesa. Pra saber como foram os dois dias e meio com os parisienses, é só continuar comigo.

Dia 1 – o brilhar dos olhos ao avistar a Torre Eiffel

Chegamos na Paris Nord de trem, a partir de Düsseldorf, por volta de 13h. Eu havia lido um roteiro bem interessante em um blog (aqui, em inglês), que colocava a visita à torre já no primeiro dia de viagem, também uma tarde. E como a previsão do tempo para o fim de semana era de chuva, escolhemos seguir da mesma maneira. Pegamos um Uber da estação de trem até o hotel, localizado exatamente na estação de metrô Trocadéro, fizemos o check-in e fomos para a torre.

Paris Nord

Dois pontos importantes a serem citados aqui:

    • Dê preferência ao Uber. Nós cogitamos pegar um taxi da estação para o hotel, mas ficamos pasmas quando o motorista nos falou o preço: 50 euros. Isso mesmo! CINQUENTA EUROS, enquanto que o Uber deu 15.
    • Reserve a subida à torre com bastante antecedência pelo site, especialmente se você quiser ir ao topo. Os tickets esgotam com facilidade. Nós tentamos comprar no dia anterior, ainda em Düsseldorf, mas já não tinha mais pra nenhum horário antes das 18h, nem sexta, nem sábado, nem domingo. E eu queria a vista de dia, não à noite, então deixamos pra tentar comprar direto na torre – e, como tenho pavor de filas quilométricas, desisti e ficamos sem subir 😦

Da porta do hotel já avistamos a grande e imponente Tour Eiffel, mas o amor à primeira vista foi quando, ainda no Uber, Larissa, que já havia estado na cidade, falou: olha ela ali. Pra mim a emblemática Paris era a torre e vê-la por quase todos os ângulos foi das coisas mais lindas da viagem.

Caminhamos por mais ou menos 2 horas em torno dela e voltamos em direção ao hotel, onde paramos pra um chocolate quente – fazia bastante frio e estava começando a chover.

Café da tarde no Carette Paris, pertinho do hotel
Café da tarde no Carette Paris, pertinho do hotel

O dia terminou com um entrecôte delicioso, caminhada, frio e chuva 😦

Dia 2 – Perrengue chique

Antes de começarmos o relato do segundo dia, algumas notas importantes: Paris é charmosa? É demais. Chique? Chiquérrima. O parisiense é bem humorado? Não. Há ratos pela cidade? Há. Cafés e boa comida? Também! E é caro? Muito! Batedores de carteira nos pontos turísticos? Sim. Gente? Aos montes!

Bem, deixado isso tudo às claras, podemos continuar.

Nosso plano A era fazer o roteiro com o ônibus turístico hop-on hop-off, que ajuda muito quando o tempo é curto, mas o clima não colaborou. Tivemos chuva até às 14h e como o ônibus é aberto na parte de cima – que é a mais legal, abortamos.

O que fazer então? Um delicioso café da manhã com croissant e visita a algum lugar fechado. Onde? Vamos ao Louvre.

Mesclamos metrô e caminhada e chegamos primeiro ao Jardin des Tuileries que, com certeza, deve ser mais gostoso sem chuva. Atravessamos rapidamente e fomos para o Louvre, na tentativa de conhecer Mona Lisa. E? Outra tentativa frustrada. Paris está no top 10 de cidades mais visitadas do mundo e é óbvio que tem gente demais, faça chuva ou faça sol, em todos os lugares. Mas fazendo chuva não rola, né? Havia uma fila gigantesca pra entrar, já era quase 14h e, me julguem, mas pulei. Eu já não tenho muita disposição pra esse turismo de multidão. Foi assim em Roma também (relato de 1 dia aqui). Me dava desespero aquele formigueiro de gente no Coliseu. Em Nova Iorque cheguei a pegar 3 horas de fila pra Estátua da Liberdade e outras quase 3 pra subir no Empire State Building, ambos em pleno inverno de janeiro. E aí quando você chega lá, já tá tão cansado que nem aproveita. Ainda que nessa viagem à NYC eu tinha muuuuito mais tempo, então até deu pra encarar entre perrengue e descanso.

Jardin des Tuileries visto da roda gigante

Fiquei na vontade e o Louvre, assim como todos os outros museus, ficarão pra próxima.

Louvre com uma filazinha básica – na chuva

De lá caminhamos alguns poucos metros e chegamos ao La magie de Noël aux Tuileries – o Mercado de Natal do Jardim de Tuileries, uma delícia de passeio para um fim de tarde nessa época do ano. Na Europa é muito comum esse “mercado de Natal”, que é tipo uma quermesse, com barracas de comidas, bebidas, brinquedos pras crianças (e para os adultos também). Nós fomos à roda gigante (gratuito para bebês até 2 anos; 6 euros para crianças de 2 a 11; 12 euros a partir de 11 – a entrada no mercado é gratuita), bebemos o tradicional vinho quente e comemos um prato que não sei o nome, mas era tipo um purê de batatas gratinado com vários tipos de queijo. Pra mim, o mercado e a roda gigante, depois da torre, foi o que mais gostei – me julguem de novo! Hahahaha

De lá nós seguimos de metrô para a Basílica do Sagrado Coração (em francês, basilique du Sacré-Cœur), que é um lindíssimo templo da Igreja Católica Romana em Paris, sendo, também, o símbolo do bairro de Monte Martre. A basílica fica no alto de um “morro” e nós que somos guerreiras, subimos pelas escadas 😫, mas existe um funicular que faz a parte “pesada” pra você rs.

A vista lá do alto é muito bonita (ótimo para apreciar o pôr do sol – quando ele dá as caras rs) e o interior da basílica também é lindo. Depois da torre, da roda gigante e do mercado de Natal, Sacré-Cœur figura na minha lista de preferidos da Paris que conheci.

Na volta, já com a noite chegando, passamos na Notre-Dame, que está sendo recuperada depois do incêndio acontecido em abril deste ano, e aproveitamos para tomar um chocolate quente com crepe antes de seguirmos de volta ao hotel – como sempre um atendimento impecável só que ao contrário.

Para o jantar, Larissa viu um restaurante italiano chamado Marcello e pra lá fomos, mas caímos no Marcello errado. Hahahah! Bom também, mas não magnífico como parecia ser o outro.

Mas depois de tanto perrengue num sábado chuvoso, qualquer comida quente cairia bem.

Dia 3 – Au revoir, Paris

Acordamos não muito cedo, saímos para o café da manhã, fizemos o checkout e deixamos as malas no hotel, pra fazermos o que faltava de “obrigatório”, que eram o Arco do Triunfo e a Champs-Elysées.

Céu azul e dia lindo para a nossa despedida.

Como ainda tínhamos bastante tempo e queríamos fazer umas comprinhas, saímos do hotel (com as malas) e pegamos um Uber para um pequeno shopping já fora da grande Paris, sentido aeroporto. Lá dizia ter Primark e Carrefour, além de outras lojinhas. De fato tinha, mas o Carrefour estava fechado. O nome do shopping, pra constar, é Qwartz.

Eu adoro ir a mercados quando viajo e Larissa queria comprar vinhos, daí pegamos um outro Uber e fomos a um Monoprix, que é um supermercado ótimo e com produtos selecionados. Qual não foi a nossa surpresa ao entrar no mercado e ver todo o setor de queijos e vinhos fechado? Pois é! Quase nenhum funcionário, a não ser alguns poucos seguranças que só falavam francês e umas placas, também em francês, dizendo que a partir das 13h não se vendia vinhos. Tentei perguntar ao segurança, falando em inglês, mas ele só disse que aquela hora não tinha mesmo. Cheias de decepção, pegamos um novo Uber para o aeroporto. Chegando lá, fui ler uma das placas que eu havia fotografado e entendi que a partir das 13h, o mercado opera só com máquinas de atendimento, no esquema “se vira”, e os queijos e vinhos só são vendidos nos caixas convencionais. Vai entender, né? Mas demos uma volta nos dois andares do supermercado e o que vi é que, pra quem gosta, vale a visita.

Assim terminamos nossos dois dias e meio na capital francesa que, claro, me fez brilhar os olhos. Afinal, quem nunca sonhou visitar Paris? Mas a minha opinião sobre a cidade é que o glamour que se cria em torno dela é muito maior que o que é vivido. Paris é linda, emblemática e charmosa, berço da moda, do luxo e da arte, mas também é cara, caótica, suja e pouco receptiva.

Paris em dicas curtas

  • Transporte: nós basicamente fizemos tudo “by foot”. Andamos uma média de 12km por dia, mas não há outra maneira de conhecer a cidade, né? Como suporte, usamos o metrô, que funciona super bem e é fácil de andar seguindo as rotas do Google Maps. No Passagens Imperdíveis tem um post que explica muito bem sobre as linhas, preço etc. Ônibus também é uma opção, mas o trânsito em Paris é ruinzinho.
  • Alimentação: a primeira pergunta: é caro? Sim, é caro! Mas se come muito bem. Carne bovina não é muito o forte da Europa (pelo menos da Europa que conheço), mas em Paris ela aparece bastante. O tradicional é o entrecôte, um corte similar ao contra filé, servido com molho de mostarda e batatas. Nós fomos orientadas pelo post do Dicas Paris e tentamos primeiro ir ao Le Relais de l’Entrecôte, mas a fila estava desanimadora – todo restaurante indicado como número 1 em blogs, basicamente, dão ruim por isso rs. Fomos no segundo da lista, o L’Entrecôte de Paris e estava sem espera e uma delícia. Além do L’Entrecôte, fomos também ao Marcello (o errado rs, mas deixo aqui o link do Marcello certo), que é um italiano e abusamos dos cafés, tanto de manhã quanto à tarde.
  • Hospedagem: nós ficamos no Best Western Au Trocadéro, que tem localização maravilhosa. É em frente ao metrô Trocadéro e saindo na porta já dá pra ver a torre. Excelente custo benefício.
  • O que não pode faltar: internet, pra tudo! Nós recomendamos o chip da Easysim4u. Eles têm planos para mais de 210 países e funciona muito bem. Você compra pelo site e recebe no Brasil, o que facilita bastante pra já chegar conectado no seu destino. Ah! E o suporte é em português! Se você se interessar e usar o cupom de desconto “blogviagi” ainda garante 10% de desconto na compra do chip.

4 comentários sobre “Paris: um fim de semana na cidade luz

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