Santiago do Chile e arredores: um charme que fica logo ali

Santiago é um dos meus lugares no mundo, um dos meus destinos favoritos. São muitos os motivos para gostar, mas talvez o principal seja poder percorrer toda a cidade seja lá como for: metrô, taxi, ônibus, pernas. Sim, pernas! A maioria dos pontos turísticos, hotéis, shoppings, bares e restaurantes ficam próximos e você pode ir andando de um ponto a outro sem se cansar – na maioria das vezes, em segurança. Eu ainda não pedalava quando fui (2009 e 2013), mas pretendo voltar para também fazer um city-tour sob duas rodas.

Além do charme que é a cidade, também é possível fazer curtas viagens para a praia ou para as montanhas sem muita dificuldade. A cerca de duas horas para cada extremo de Santiago estão Valparaíso e Viña del Mar, de um lado; Valle Nevado, Farellones e demais estações de esqui do outro.

Bem, vamos ao Chile?

A chegada em Santiago

A primeira graça de ir ao Chile é sobrevoar a Cordilheira dos Andes. De qualquer lado do avião e em qualquer época do ano é possível ver neve lá do alto (se for de dia, claro! rs), mas em junho/julho/agosto é quando tudo está lindamente branquinho. É uma paisagem de tirar o fôlego e hora de começar os primeiros cliques da viagem =) A foto abaixo é da nossa chegada em julho de 2013.

Cordilheira dos Andes cheia de neve
Sobrevoando a Cordilheira

Chegamos em Santiago num dia gostoso de Sol, cerca de 12ºC, 11h da manhã. Como já tínhamos programação para a tarde, passamos direto pelo freeshop de entrada, que é bem fraquinho e não vale a pena comprar nada. Pegamos as malas e fomos em direção ao guichê da TransVip, que faz transfers compartilhados para diversas regiões de Santiago. Como estávamos em 2 pessoas, saiu mais barato que pegar um taxi. Fomos eu, minha irmã e um casal de brasileiros numa van grande, confortável e rápida. Saiu 5.500 pesos pra cada um e eles nos deixaram na porta do hostel (caso opte por taxi, procure comprar sempre nos guichês do aeroporto e não direto com os taxistas. O valor deve ficar em cerca de 15 a 20 mil pesos total).

1º dia: Mercado Central e Vinícola Concha y Toro

Chegamos no hostel, despejamos as malas e até dar o horário do check-in, fomos almoçar no Mercado Central.

Mercado Central de Santiago
Mercado Central de Santiago

Aqui vem uma das minhas poucas decepções com Santiago. O Donde Augusto, que é super recomendado pelos turistas, anda meio decadente. O problema é que ele toma conta do Mercado e tem mais da metade de todo o espaço por lá, dividido em restaurante, peixaria, armazém e tudo. A comida continua boa (os peixes e frutos do mar frescos), mas os garçons assediam demais pra vender tudo: comida, bebida, passeio turístico, serviços. Eles são bastante oferecidos e espertões. E também querem te empurrar a famosa centolla. Eu comi o côngrio, que é um peixe tradicional chileno, bem gostoso e com preço acessível, com “salsa” (molho) de mariscos e batatas. Para beber, o bom e velho pisco sour. Resumo daqui: se você tiver com paciência e realmente querendo experimentar o tradicional almoço no Mercado Central, vá, mas é dispensável.

O delicioso Pisco Sour no Donde Augusto
O delicioso pisco sour no Donde Augusto

Almoçamos, voltamos para o hostel, fizemos o check-in e pegamos o metrô, que era na porta do nosso hostel (estação Bellas Artes), e partimos para a Concha y Toro, porque o nosso tour estava reservado para às 16h50.

Se você estiver pesquisando hospedagem, recomendo muito o hostel que ficamos. Fiquei hospedada lá em 2009 e 2013. Além de barato (claro, em esquema de hostel), é muito bem localizado. Fica em Bellas Artes, a poucas quadras do centro. É uma região ótima, central, com fácil acesso a tudo e na frente de uma estação de metrô (Andes Hostel – http://www.andeshostel.com).

Bien… O caminho para a vinícola é bem fácil. O que recomendo é: metrô até a estação “Las Mercedes” (se informe no hotel qual é a melhor opção para você, mas nós pegamos o metrô da Bellas Artes até Vicente Valdéz e de lá fizemos combinação com essa linha vermelha – roja, en español -, até a estação Las Mercedes). De lá pegamos um taxi que custou 3 mil pesos (baratinho!).

Antes de ir, no entanto, confirme a sua reserva. Você pode fazê-la pelo site dias antes de ir: http://www.conchaytoro.com/tour-wine-experience/?lang=es_es

Para quem curte vinhos mas não é fanáaaatico (meu caso!), o tour tradicional da Concha y Toro resolve bastante! Já para os apaixonados pela bebida, recomendo ir a Undurraga, que é um pouco mais longe, mas segundo informações de amigos, é melhor que a Concha.

Sobre a Concha: É um tour guiado, em português, inglês ou espanhol, com degustação de dois vinhos e depois visita à loja (vale muito a pena comprar lá! Comprei 4 garrafas e duas delas de um Casillero Reserva Privada, que aqui custa R$ 80,00 cada garrafa). Comprei duas dele, um Carmenere e um Trio (branco), e tudo ficou R$ 110,00… Olha a economia! 😉

Lá dentro da Concha também tem o restaurante, com ótimo atendimento, comida gostosa e preço razoável (mais barato que muitos restaurantes em Santiago).

Se optar por comer lá, programe o seu tour para a parte da manhã, porque o restaurante só funciona até às 18h30, então não rola o jantar.

Na volta sempre tem taxi lá na porta. Se não tiver, os seguranças na saída podem pedir um. É tudo bem tranquilo.

Nós pegamos um taxi até a estação e voltamos para o centro de metrô, que vale muito mais. No geral, o transporte público de Santiago funciona muito bem (você verá que eu indicarei o metro para outros passeios mais abaixo).

2º dia: muita chuva e compras :-/

No dia seguinte, estávamos com reserva para fazer o tour panorâmico na Cordilheira, que é composto por subida até a estação de Farellones + Valle Nevado.

Aí acordamos cedo, o ônibus da agência passou para nos pegar no hostel e fomos até o Shopping Parque Arauco, que é o ponto de encontro dos passeios da agência que fizemos (e recomendo, porque é a maior do Chile – você os verá por todos os lugares). A agência é a Turistik: http://www.turistik.cl.

Eu já tinha reservado o tour (e feito o pagamento total daqui, sem qualquer problema). A surpresa (que nem foi muito surpresa, porque já estávamos acompanhando a previsão do tempo) foi a nevasca!

Chegando no Parque Arauco, a agência nos informou que não seria possível subir ao Valle Nevado, que é a estação mais alta, porque as autoridades estavam bloqueando o caminho devido à forte nevasca. Aí optamos por transferir o passeio para o sábado, dois dias depois, porque tínhamos visto que também iria nevar muito na sexta.

Para não perder a “viagem”, aproveitamos e demos uma volta no shopping.

Sobre compras, já aproveito para falar alguma coisa: no Parque Arauco as lojas são lindas e tem coisas bem diferentes daqui, principalmente roupas de frio. Os preços não são bons, mas pela “exclusividade” vale comprar algo. O shopping é bem grande, tem cafés, restaurantes, grandes livrarias e um piso de “design”, que são coisas para casa (utilidades domésticas) e sempre tem alguma exposição por lá. Na semana que fomos estava rolando uma do Mondrian (que eu adoro!).

De lá fica fácil para ir ao famoso outlet (eu não fui, mas uns amigos que estavam com a gente no hostel foram). Eles disseram que tem bastante coisa legal e que vale um pulinho caso você esteja com a agenda tranquila (não era o nosso caso).

Como o Parque Arauco fica bem longe do centro, compensa fazer tudo de uma vez: Parque Arauco e outlet.

Continuando o nosso dia chuvoso, voltamos para o centro e aproveitamos para ir ao Vivo El Centro (http://vivoelcentro.mallvivo.cl), que era na nossa rua (Calle Monjitas) esquina com a Puente, que é a “Rua Direita” de Santiago (turma de São Paulo entenderá, rs). Ela sai da Plaza de Armas e é cheia de barraquinhas de coisas: roupas, toucas, luvas e afins.

Nesse Vivo El Centro tem um “patio de comidas” bom, com vários fast foods (Burguer King, Mc Donalds, KFC, Pizza Hut, entre outros de lá), e algumas lojas que valem uma passada:

  • Ripley – toma quase metade do shopping, tem três andares e vende de roupas a motos. A loja é multimarcas e para um público tipo Zara. Gostei! Embora tenha coisas meio caras.
  • Johnson – é tipo uma Marisa daqui, mas tem coisas diferentes (e baratas). Comprei uma calça de veludo cotelê super bonita por R$ 40,00 (uso a calça até hoje!). Minha irmã comprou uma blusa diferente pra ela e compramos uma outra lindona e com preço bom para a minha mãe.
  • Falabella – saindo do Vivo El Centro pela Johnson, você dá de cara com a Falabella, que é uma rede de lojas chilena. É legal também e tem de tudo (roupas, coisas para casa etc).

3º dia: principais pontos turísticos de Santiago

Na sexta, que foi o nosso terceiro dia lá, a chuva deu uma trégua à tarde e saímos para passeios turistão mesmo.

Tentamos subir o Cerro Santa Lucía, mas como ainda estava molhado, não nos deixaram subir (veja abaixo foto de quando subi em 2009). A vista lá de cima é linda, não paga para entrar e vale muito! Além de ficar perto do hostel, tem também um metrô em frente.

Cerro Santa Lucía

Saímos de lá e atravessamos direto para o Parque Florestal, que é um enorme “canteiro” central entre uma avenida importante de Santiago.

Parque Florestal
Parque Florestal

Você sai andando por ele e cai no Museo de Bellas Artes de Santiago. De lá, caminhando mais um pouco, chega-se no bairro de Providencia, que é onde dá o acesso ao Cerro Sán Cristobal, que vale muuuuuito a subida, principalmente para aqueles que estejam viajando com os pequenos.

Para subir você pega o Funicular, que custa 3 mil pesos por adulto, ida e volta, com parada no zoologico (a criançada gosta! E os adultos-crianças como eu também!).

Funicular
Funicular

Aí você começa a subir no “trem-elevador” e na metade do caminho “salta” para o zoologico. A entrada é algo em torno de 3 mil pesos também. Aí você faz a visita e depois pega o funicular de novo para continuar subindo para o alto da montanha. A vista de lá é linda, linda, linda, principalmente no fim da tarde.

Dependendo do horário que for, é possível aproveitar a “viagem” para ir à La Chascona, que é a casa de Pablo Neruda em Santiago e fica no pé do morro. Na volta, uma passadinha no Patio Bellavista é sempre bem-vinda, seja para um café, para comprar um souvenir ou só para andar mesmo! =)

4º dia: neve, neve, neve

Finalmente o tão esperado dia chegou: o sábado, dia de subir para ver neve. Hora de preparar o remedinho para enjoo (são dezenas de curvas insanas até chegar nas estações), arrumar os equipamentos de esqui e fotografia e se mandar! =)

Cordilheira dos Andes - O começo das curvas para chegar às estações de esqui
Cordilheira dos Andes – O começo das curvas para chegar às estações de esqui

DICA: exceto em caso de “obrigação climática”, não suba em sábado ou domingo. Todas as pessoas de Santiago aproveitam o fim de semana para esquiar e o trânsito é caótico. Só para se ter ideia, acabamos não chegando até o Valle Nevado, porque o tempo estourou. Ficamos só em Farellones, que é uma estação menor e mais familiar.

Trânsito na subida (muito trânsito!)
Trânsito na subida (muito trânsito!)

Embora os olhos de todo mundo brilhe com o Valle Nevado, eu sinceramente não recomendo. E tenho motivos para explicar: já estive lá da outra vez e, como são grandes, não dão valor ao turista que vai para conhecer, ou seja, fazer o passeio panorâmico. Eles só se importam com quem está hospedado no Resort. Além disso, as pistas de esqui são mais “avançadas”, então para quem nunca esquiou e vai fazer a aula para “brincar”, realmente não compensa.

Cordilheira branquinha <3
Cordilheira branquinha ❤

A estação de Farellones é menor, tem mais opções para iniciantes, como o tubing, a tirolesa etc.

No site da Turistik tem opções bem legais para Farellones. E como é uma estação menos concorrida, dá para ficar mais tranquilo lá, aproveitar melhor o tempo e brincar mais.

Lá é simplesmente lindo! E em julho a neve é certa. Para acompanhar a previsão, basta acessar o Snow Forecast. O site é muito preciso, dá certinho!

5º dia: Valparaíso e Viña del Mar

Originalmente o nosso roteiro era para passar 2 dias no litoral: chegar à tarde em Valparaíso, dormir lá, sair cedo rumo à Viña e de lá voltar para Santiago. Mas a chuva atrapalhou tudo! Tivemos que aproveitar o domingo de Sol e fazer tudo num dia só. E assim foi.

Optamos por não contratar um passeio direto com a Turistik, porque eu sabia ir pra lá de metrô + ônibus e pretendia fazer tudo “por si”, mas acabei desistindo quando vi que teríamos pouco tempo. Então compramos um tourzinho na própria estação de metrô Pajaritos, ainda em Santiago, com uma agência de lá de Viña – RodoTour. Compensou bastante! Eles vão parando em todos os pontos turísticos e o guia, Camilo, é uma gracinha! Super atencioso! O ônibus deles também é gostoso e super confortável.

Então, começando: Pegamos o metrô por volta de 10h, baixamos na estação Baquedano e de lá tomamos outro trem até a estação de Pajaritos, de onde saem os ônibus para o litoral.

Chegando próximo ao guichê, a menina da agência veio nos oferecer o tour. Compramos (e não nos arrependemos). O pacote incluía as passagens de ônibus pela TurBus, empresa que eu ia comprar mesmo, além do transfer lá dentro da cidade, guia e tudo mais. A viagem durou 1h40 até Viña.

Chegando lá, já fomos recebidas pelo pessoal da agência e seguimos em um transfer para encontrar o ônibus com o grupo (como chegamos meio tarde, o passeio já tinha começado e pegamos pela metade, mas mesmo assim valeu).

Viña del Mar - Oceano Pacífico
Viña del Mar – Oceano Pacífico

Eles passaram pelos pontos em Viña e foram para Valparaíso, com parada rápida na La Sebastiana (casa de Neruda em Valparaíso). Mesmo assim conseguimos entrar no museu e fazer o tour com áudio contando a história da casa.

Mirador de Viña del Mar
Mirador de Viña del Mar
Porto de Valparaíso no entardecer
Porto de Valparaíso no entardecer

Depois, bem no fim do dia, nos deixaram na rodoviária para pegar o ônibus de volta, às 19h40.

Mesmo caminho: baixamos na estação de metrô de Pajaritos e tomamos o metrô “para casa”. Chegamos por volta de 22h30 no hostel. Metro super tranquilo, nada “peligroso”. Correu tudo perfeitamente bem!

6º dia – hora de voltar 😦

Como tínhamos que sair às 11h para o aeroporto, fizemos coisas ali pela região mesmo.

Fomos até a Plaza de Armas para tirar fotos e até a Moneda. O Palacio estava funcionando normalmente, mas a praça estava fechada para reforma. Caso queira fazer uma visita guiada ao Palacio, é preciso agendar. Se não tiver tempo, passe só pra tirar a clássica fotinho! 😉 Outra coisa legal que não conseguimos pegar é a troca da guarda, que acontece dia sim, dia não, às 10h. Ainda quero voltar para ver, porque uma das coisas mais admiráveis de Santiago são os “carabineros”, polícia íntegra e competente.

Palacio de la Moneda
Palacio de la Moneda

 

Até a próxima, Santiago querida <3
Até a próxima, Santiago querida ❤

Informações gerais

Dinheiro: Recomendo que leve tudo em peso chileno. Embora alguns lugares (poucos) aceitem real, é sempre bom ter a moeda local. Eu fiz o câmbio aqui no Brasil com a Cotação, Banco Rendimento. Compensou. Peguei uma cotação de R$ 0,0052. Ou seja: Mil pesos chilenos é equivalente a mais ou menos R$ 5,00 (ref. junho/2013).

É bom você ir com uma “tabelinha” na cabeça pra não se perder com o dinheiro lá.

Metro/ônibus: lá existe um cartão, tipo bilhete único, que serve para o metrô e para o ônibus. Você consegue comprá-lo em qualquer estação por 1.300 pesos e faz as recargas. O metrô tem preços variados conforme os horários de pico, mas a média é de 610 pesos por passagem (ref. junho/2013).

Atenção: os buses não aceitam dinheiro. Se você pega um ônibus e não tem o cartão, eles não te fazem descer… Normalmente levam você de graça! Hahahah! Mas só aceitam o BIP, que é o cartãozinho.

Taxis: no geral, são honestos e baratos.

Compras: o freeshop de saída de Santiago é muito melhor que o de entrada e tem algumas coisas legais, como bebidas, chocolates e coisas típicas.

O tal do outlet de Santiago também vale a pena, segundo os meus amigos, mas não é nada espetacular.

Restaurantes: comer em Santiago é caro! Mas você certamente comerá os melhores frutos do mar da sua vida (tá, exagerei um pouco! rs… Mas são realmente bons! Afinal, os melhores peixes que vem aqui pro nosso Mercadão de SP são do Chile). Dois dos restaurantes mais procurados em Santiago: Como Agua para Chocolate – mas vá com calma, pois tem muita espera lá. Chegue cedo ou faça reserva. O ambiente é bem bonito e a comida boa. Outra boa opção (para jantar) é o Restaurant Giratorio, que fica na 11 de Septiembre, se eu não me engano. O restaurante gira, rs. Em Valparaíso, recomendo para o almoço o Restaurant Bote Salvavidas, que fica no porto e tem uma bela vista para o mar. Estando lá no porto, é bem fácil de achar, mas aí vai o endereço (Cais/Muelle Prat, S/N, 2º andar).

Noite: os bares e baladas ficam no bairro Providencia e a minha preferida para dançar até o Sol nascer é o Club La Feria <3. Há alguns pubs também, mas não me lembro bem os nomes.

Agência de turismo: recomendo a Turistik. São grandes, profissionais, com preços acessíveis e fazem passeios para toda Santiago e arredores. Em Viña del Mar e Valparaíso, a dica é a RodoTour.

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